Veja nossoBlog
Labclass

Conheça o tratamento e exames que diagnosticam a febre reumática

Você já ouviu falar sobre a febre reumática? Embora menos comum nos dias de hoje, essa é uma doença que ainda afeta muitas pessoas, especialmente crianças e adolescentes. O sintoma mais comum é a dor de garganta.

Este conteúdo foi criado com o intuito de prevenir complicações graves e garantir uma vida saudável, com mais bem-estar. Aqui, você pode descobrir:

  • O que é a febre reumática.
  • Diagnóstico.
  • Exames necessários.

Boa leitura!

Causa da febre reumática

Criança pequena é examinada pela mãe, que desconfia da febre reumática

A febre reumática, segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, é uma doença inflamatória que pode afetar várias partes do corpo, incluindo o coração, as articulações, a pele e o cérebro.

Geralmente, essa condição surge como uma resposta tardia e autoimune a uma infecção bacteriana causada pelo Streptococcus sp. Embora possa ocorrer em todas as idades, a febre reumática é mais comum em crianças e adolescentes, especialmente na faixa etária de 5 a 15 anos.

Sintomas da febre reumática

Os principais sintomas da enfermidade incluem:

  • Febre persistente.
  • Edema (inchaço) e dores nas articulações, principalmente em joelhos, cotovelos e tornozelos, cerca de duas semanas após uma infecção de garganta mal curada.
  • Dificuldade para andar devido à dor nas articulações.
  • Quando atinge o coração, o paciente pode sentir cansaço constante, falta de ar e palpitações.

Diagnóstico da febre reumática

Jovem é examinado por médico, que desconfia do diagnóstico de febre reumática

O diagnóstico da febre reumática envolve uma abordagem abrangente, que deve incluir análise clínica, realização de exames específicos e diferenciação de outras condições semelhantes.

Destacamos para você os principais aspectos do diagnóstico.

1. Análise clínica

Nessa fase, é essencial que o médico observe os sintomas característicos da febre reumática, como:

  • Febre persistente.
  • Dor nas articulações (artrite migratória).
  • Inflamação cardíaca (cardite).
  • Nódulos subcutâneos.
  • Movimentos involuntários (coreia de Sydenham).
  • Evidências de infecção estreptocócica recente, como faringite ou amigdalite.

2. Exames laboratoriais e de imagem

Os exames laboratoriais desempenham um papel importante no diagnóstico da febre reumática, incluindo a dosagem de antiestreptolisina O (ASO), e a pesquisa direta do estreptococo, que podem indicar uma infecção estreptocócica recente.

Além disso, exames de imagem, como ecocardiograma e radiografia de tórax, podem ser solicitados para avaliar o comprometimento cardíaco e articular associado à doença.

3. Diagnóstico diferencial

O diagnóstico da febre reumática também envolve a exclusão de outras condições que podem apresentar sintomas semelhantes. Algumas das condições que devem ser consideradas no diagnóstico diferencial incluem:

  • Artrite infecciosa.
  • Artrite reativa.
  • Artrite séptica.
  • Lúpus eritematoso sistêmico (LES).
  • Doença de Lyme.

Só para citar algumas infecções que podem ter sintomas semelhantes.

Vale destacar que o diagnóstico da febre reumática é fundamental para o início do tratamento adequado e a prevenção de complicações graves. Por isso, é importante que os pacientes com sintomas de febre reumática busquem atendimento médico especializado o mais rápido possível para garantir tanto melhor cuidado quanto qualidade de vida.

Exames que auxiliam no diagnóstico da febre reumática

O diagnóstico preciso da febre reumática é fundamental para o início do tratamento adequado e a prevenção de complicações graves. Para identificar a presença da doença e avaliar seu impacto no organismo, os médicos podem solicitar uma série de exames clínicos e laboratoriais.

A seguir, destacamos os principais exames utilizados no diagnóstico da febre reumática:

Exames de sangue

  • Dosagem de antiestreptolisina O (ASO): Este exame mede os níveis de anticorpos antiestreptolisina O no sangue. Elevações nos níveis de ASO podem indicar uma infecção recente pelo Streptococcus sp. beta-hemolítico do grupo A, o que aumenta o risco de desenvolvimento de febre reumática.
  • Pesquisa direta do estreptococo: Este exame identifica a presença da bactéria Streptococcus sp. beta-hemolítico do grupo A na garganta ou em outras áreas do corpo. A presença dessa bactéria pode indicar uma infecção recente, aumentando o risco de febre reumática.

Exames de imagem

  • Ecocardiograma: Este exame utiliza ultrassom para criar imagens detalhadas do coração, permitindo avaliar a estrutura e o funcionamento das válvulas cardíacas. O ecocardiograma é especialmente útil para identificar complicações cardíacas associadas à febre reumática, como inflamação das válvulas cardíacas (cardite) e lesões nas válvulas.
  • Radiografia de tórax: Este exame utiliza raios-X para criar imagens dos pulmões e do coração. Pode ser útil para identificar alterações no tamanho e na forma do coração, bem como sinais de congestão pulmonar associados à insuficiência cardíaca.

Outros exames complementares

  • Eletrocardiograma (ECG): Este exame registra a atividade elétrica do coração, permitindo avaliar o ritmo cardíaco e detectar possíveis anormalidades, como arritmias cardíacas.
  • Testes de função pulmonar: Em casos de comprometimento pulmonar associado à febre reumática, testes de função pulmonar podem ser indicados para avaliar a capacidade respiratória e detectar sinais de obstrução das vias aéreas.
  • Exames de função renal e hepática: Como a doença pode afetar outros órgãos além do coração, exames de função renal e hepática podem ser solicitados para avaliar a função desses órgãos e detectar possíveis complicações.

Doenças resultantes da febre reumática

Quando não tratada adequadamente, a febre reumática pode desencadear uma série de complicações e doenças graves, afetando principalmente o coração, com lesões cardíacas que podem se ampliar à medida que novos surtos da doença surgem. Por isso, a prevenção e o tratamento são ideais para o controle da enfermidade.

Entre as complicações causadas pela febre reumática, estão:

Doença Cardíaca Reumática (DCR)

Uma das manifestações mais graves da febre reumática é a doença cardíaca reumática. Esta condição afeta principalmente as válvulas cardíacas, levando a um processo inflamatório conhecido como cardite reumática.

Com o tempo, as válvulas cardíacas podem se tornar espessadas, encurtadas ou fundidas, prejudicando o fluxo sanguíneo adequado e comprometendo a função cardíaca.

Como resultado, o paciente pode desenvolver sintomas como:

  • Falta de ar.
  • Fadiga.
  • Palpitações.
  • Inchaço nas pernas.

A doença cardíaca reumática pode progredir para estágios mais avançados e até mesmo insuficiência cardíaca congestiva, exigindo tratamento médico especializado. Em alguns casos, é preciso ter intervenção cirúrgica.

Artrite Reumatoide

Além do comprometimento cardíaco, a febre reumática pode causar inflamação nas articulações, resultando em artrite reumatoide. Esta condição caracteriza-se por dor, rigidez e inchaço nas articulações, especialmente nas grandes articulações, como joelhos, tornozelos, cotovelos e pulsos.

Nódulos Subcutâneos

Outra complicação da doença são os nódulos subcutâneos, os quais são protuberâncias dolorosas que se formam sob a pele, especialmente em áreas como cotovelos, joelhos, tornozelos e região occipital.

Embora os nódulos subcutâneos geralmente não causem sintomas significativos, eles podem indicar uma doença reumática sistêmica que necessitam de um monitoramento de perto por um médico.

Coreia de Sydenham

A coreia de Sydenham, também conhecida simplesmente como coreia ou dança de São Vito, é uma complicação neurológica rara associada à febre reumática, com maior prevalência em mulheres. Essa condição caracteriza-se por movimentos involuntários e descoordenados, especialmente nos membros superiores, inferiores e na face.

Além dos movimentos anormais, os pacientes com coreia de Sydenham podem apresentar dificuldade de concentração, mudanças de humor, fraqueza muscular e instabilidade emocional.

O tratamento da coreia de Sydenham geralmente envolve medicamentos para controlar os sintomas, além de terapia ocupacional e fisioterapia para melhorar a função motora e a qualidade de vida do paciente.

Tratamento da febre reumática

Mãe acolhe o seu bebê que está se recuperando da febre reumática

O tratamento da febre reumática pode envolver o uso de anti-inflamatórios e antibióticos para aliviar os sintomas e prevenir complicações. Além disso, é necessário tomar uma injeção intramuscular de penicilina benzatina em intervalos de até 21 dias, de acordo com a orientação médica, para evitar novos episódios de infecção bacteriana.

A duração do tratamento com penicilina depende da gravidade das lesões cardíacas e pode ser necessário até os 25 anos de idade.

Apesar de ser uma doença séria, é possível prevenir complicações graves com diagnóstico precoce e tratamento adequado. Fundamental que, em caso de suspeita da doença, o paciente seja levado ao atendimento médico especializado, sem automedicação.

Conte com a excelência de Labclass

Para um diagnóstico preciso e confiável, conte com a excelência de Labclass. Nossos especialistas estão preparados para oferecer um atendimento diferenciado, com exames muito elaborados para a avaliação completa e eficaz da sua saúde.

Faça seus exames para o diagnóstico preciso da febre reumática no Labclass e cuide da sua qualidade de vida com a tranquilidade que você merece.

Até a próxima!

*Este material tem caráter meramente informativo. Não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico ou automedicação. Em caso de dúvidas, consulte seu médico.

17 de maio de 2024 Saúde